Quando eu era criança e jogava bola na calçada, acontecia cair no patio dos vizinhos. Então, fazia cara de "criança mimosa" e ia batendo palmas p que aparecesse alguém na janela. Assim, gentilmente pedia o brinquedo de volta. Um dia, uma senhora q morava na frente com fama de má me devolveu a bola e me convidou p entrar. Disse que se aborrecia em alcançar as coisas q as crianças perdiam no seu quintal. Isso interrompia a sua concentração em horas de estudo. Era uma casa de tijolos à vista q se mantinha o dia todo fechada. Eu achei o convite irrecusável. Hoje, nem lembro se por curiosidade ou medo q ela me lançasse um feitiço, aceitei entrar. Ela tinha os cabelos "gris" levemente voltados para atras, acabara de sair do banho. Me levou até uma peça q chamou de consultório. Me disse q era psicóloga e que os filhos já eram crescidos e não moravam ali. De dentro de uma gaveta tirou um bombom e me ofertou. Fiquei na dúvida se arriscaria minha vida comendo aquilo que me parecia uma isca barata para uma mocinha ingênua feito eu. Mas na hora do lanche, todas estas ameaças se dissiparam e eu encarei um privilégio. Acreditei ser a única menina do bairro de coragem p entrar naquele castelo encantado.
A palavra "griffe", vem do francês e significa marca de personalidade. Quando pequena eu tinha fama de ser moleque, uma vez cortei o cabelo da minha boneca achando que ele ia crescer, sou fascinada pela imagem e desenho bem. Sou muito espirituosa e criativa. Escrevo pelo prazer de compartilhar. Visite o blog. Você vai conferir...
sábado, 5 de novembro de 2016
sábado, 27 de junho de 2015
Arco-Iris
intolerancia ao diferente, o diferente destoa e muitas vezes gera o preconceito, a lei vem e estabelece o que pode e o que não pode, então, seres humanos sensatos, que se destacam dos demais animais, aguardam uma determinação judicial para serem seres humanos, para sentirem com cores dignas de um arco-iris a alegria e a felicidade do amor. Sim, esta sou eu, um ser social que faz parte deste todo e devo carregar algum resquicio de preconceito que iniba meu igual a viver sua propria vida. Parece que ja virou rotina. No entanto, acredito na humanidade. Nós somos cada dia mais livres mesmo que a passos de formiguinhas. Mas vejo conquistas e acredito na evolução da especie. Aquela imagem do homo sapiens se erguendo me marcou a memória e me comprometo. De todas as agressões que imponho à sociedade por querer ser "Eu"mesma, uma delas está logo ali. É fato: a velhice. E "bora" encarar o preconceito. Não me dou de cara com ele todo dia que acordo mas de maneira sutil e as vezes nem tanto, venho lidando com isso. O velho e novo tb se estranham. O velho reclama, se incomoda, se ofende mas o novo tb suporta muita crítica e extravassa com uma capa de adolescente ou de jovem arrogante, já o adulto maduro se resigna ou se deprime porque já teve seus momentos q a lei considera de glória. E as crianças? Quem ouve as crianças? Ontem uma criança me ensinou sobre o destino dos homens. Veio em minha casa e me perguntou onde ficava a gaveta dos brinquedos. Eu disse que não existia pois não tinha filhos. Ela, então, disse q isso não era motivo poderia ter a gaveta de brinquedos pois os filhos viriam... a criança desde cedo tem um destino, seguir o exemplo dos pais. Que tal ouví-las para sentir se estamos sendo o exemplo digno que pretendemos? Nascemos sem preconceitos e prontos para amar uns aos outros? Eu creio que sim.
domingo, 12 de abril de 2015
Se meu cachorro falasse...
pra mim, nosso passeio de hoje, foi uma frustração mas pra Binoche, nem tanto. No caminho, ela passou mal e colocou todo café da manhã p fora. E eu pensando: como será correr ao lado de uma bicicleta c o estomago embrulhado? Mas, não! Parece q cachorros não ficam indispostos e humiliados p terem passado por isso. Seguimos até a estação Beira-Rio e para minha surpresa, às 8h16, nenhuma bike. Então o jeito é compensar vendo o cachorro correr solto no parque. Mas não. Ela resolveu comer todas as sobras de churrasco, picnics e oferendas ao rei Roberto Carlos. Briguei, chamei, corri atras, quem disse que filho obedece, numa hora dessas? É muita tentação, muitos apelos para "o caminho do mal". Isso digo eu, o cachorro tah feliz da vida. Se fosse gente tava dando risada. hahah
sim, para os animais domésticos!
Então, sim! Animais domésticos dão muito trabalho. A gente precisa querer. Não sugiro a ninguém adotar a não ser que me perguntem sobre minha opinião e recebam em troca um relato de experiencias chocantes. Sim! Animais de estimação precisam de ração especial, vacinas, banhos, veterinário, passeios, atenção, espaço, afagos. E preparem-se: eles ditam normas: acordam a gente e bagunçam a casa, comem as coisas mais queridas que temos e terminam por liquidar com o jardim. Férias? Também é uma questão. Pense em alternativas pois eles não são inflaveis que você enche e desenche quando quer. Eu digo siiiim.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Os comensais
Uma vez em Québec, provincia do Canada fui convidada por uma colega de quarto de um albergue p acompanhá-la no almoço. Nosso restaurante era um lugar simples de comida saborosa e se chamava Commensal (http://www.commensal.com/fr/restaurants/), em português "comensal" significa "um daqueles que comem juntos", companheiro, conviva, convidado, camarada. E eu não sabia!! Adorei saber daquilo pois em casa era e é uma prática muito comum na família. Além de sermos uma "filharada", termo adotado pela minha mãe, fomos gerados por um casal de primos, o que faz de meus pais, meus primos de segundo grau e os sogros deles, ao mesmo tempo seus tios, isto nos inspira estarmos frequentemente juntos, minha mãe adora reunir "o povo". E a partir de então esta "muvuca" tem um nome. Na família crescemos nos reunindo, na sáude, na doença, na alegria, na tristeza. Tudo é motivo pra juntar gente. Tenho uma lembrança de infância em que minha tia ganhou numa rifa um ovo de Páscoa gigantesco e todos nos reunimos p compartilhar daquela sorte. E hoje, vegetarianos, veganos, intolerantes à lactose, gourmands e demais comensais continuamos compartilhando grandes momentos à mesa. Lembrando mais uma experiência em terra "québécoise", onde para se chegar basta trazer o seu vinho. Se você ainda não tem onde almoçar chegue-se à nós e seras um de nós.
sábado, 19 de outubro de 2013
Minha casa fica perto da Paraíso, rua Paraíso onde se encontra esta casa linda e bem conservada com pessoas gentis que nos recebem sorrindo e oferecendo livros financiados pela cultura de PoA. Aqui é o Paraíso. Lugar em que o sol incide seu poder a partir do meio-dia na sala da frente, ilumina meus pensamentos e faz a alegria dos meus gatos. Aqui as crianças jogam taco no meio da rua, andam de patinetes pelas calçadas e viajam no tempo que eu era criança.
domingo, 15 de setembro de 2013
Julião
Antes que alguém comece a imaginar que vendo este gato na minha janela, me tomei de amores e o incorporei a família, unindo-o aos outros dois felinos da casa eu garanto que a história foi bem diferente. Meu forte não é a generosidade. Mas o Julião morava aqui antes mesmo de todos nós. Então, chegamos e era um miado agudo junto à janela todos os dias. "Deixe-me entrar"- talvez dissesse. Mas nós não fazíamos planos de acolher ninguém. Começaram as idas e vindas: café, almoço e janta." Lá ia Julião buscar o que comer longe de nós. Só tinha nome porque como se tratava de alguém muito presente e muito assíduo tivemos que dar jeito de ter como chamar. E assim foi, passaram-se 3 meses. Ele morando na janela da lateral, saía pra comer e voltava pra passar a noite com a gente. Um dia, não suportando mais tanto miado, deixamos que viesse morar com a gente. Ganhou comida, agua, foi vacinado, castrado e onde recebeu atendimento sugestão de uma idade entre 1 ano e meio ou 2. Hoje, ele é um de nós.
a evolução do homem
Sempre gostei de andar de bicicleta e meu presente de 15 anos não foi um anel. Eu queria muito uma bicicleta de marchas, o que era uma novidade na época. Desde então eu passei a percorrer longas distancias e me sentir uma mulher independente. Instituto de Artes fiz de bici e também algumas aulas na ESEF. Meu primeiro emprego fui buscar de bicicleta. Pegar ônibus era "para os fracos". Quando comecei meus estudos de francês fazia o trajeto até a escola "à vélo". E descobri Buenos Aires numa "bicicleta Naranja". Então, esta afinidade com o esporte não é de hoje. Há poucos dias tenho curtido demais as pedaladas em PoA. É um barato pegar uma bike e deixa-la junto ao ponto de chegada mais próximo de onde a gente vai se divertir. Bravo pela evolução do homem. Convido à todos com "sebo nas canelas" a experimentar.
terça-feira, 7 de maio de 2013
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
andanças & comilanças
Uma vez esperando um vôo pra casa entrei numa livraria do aéroporto em Curitiba e comprei um livro que me pareceu curioso. "A morte do gourmet", de Muriel Barbery é uma historia que conta os ultimos dias da vida de um gourmet. Ele é um homem dificil, genioso, bastante arrogante. No final da vida depende da generosidade das pessoas para desvendar um mistério: o nome de alguma coisa que comeu e que gostaria de saborear mais uma vez mas que não está conseguindo lembrar. Capitulos e mais capitulos nessa busca ele acaba se satisfazendo com um punhado de bolinhos de chuva comprados numa padaria da esquina, proximo de casa. O segredo todo era que os tais bolinhos eram embalados num saco de papel pardo e embolados no transporte, acabavam se grudando e dando um sabor especial. Eu entendo o que é isso. As vezes lembro sem nenhum esforço de cheiros e sabores de iguarias que provei. Eles me vem do nada: o gosto de um bolo de caixinha ou de um pastel de queijo, um pão com molho, um cheirinho de chiclettes, um bolo peteleco com sorvete de flocos mas talvez esses sabores não sejam mais encontrados. Pois, o bolo de caixinha vinha com gosto de banho de piscina no clube, o pastel de queijo vinha com cheiro de recreio da escola, o pão com molho com gosto de comidinha caseira, o peteleco com sorvete de flocos com cara de aniversario e encontro da "primalhada" e os chicletinhos com aroma da mesada na casa da vovó. E você, lembrou de quê?
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Essa semana, na tentativa de liberar meus gatos pra rua, tirei as telas das janelas e quando voltei pra casa, de 2 gatos fiquei com 3. Julião choramingava à noite toda pedindo pra ficar, dorme na casa vip que comprei pra meus gatos e nenhum quis, toma agua na fonte que meus gatos nem tentaram... é, um forte candidato... comprarei eu mais uma briga com os felinos da casa? a ultima dura até hoje...faz 6 anos. Tres dias e ele tah mais calmo, dormindo numa janela do lado de fora da casa, chorominga ainda um pouco. Sera que é porque lembra que tah fora? Mas como fica feliz quando lhe massageio o lombo...
sábado, 14 de julho de 2012
sábado, 26 de novembro de 2011
o imprevisto
Meu amor, eu encontrei de saída do coração de uma outra mulher. Ela, de certa forma, ainda o queria mas eles juntos não se davam bem. Era tarde de domingo quando eu sai caminhando de casa para espantar o tédio da minha vida e fui de encontro ao acaso que a reconstruiu. Sergio tem o sorriso doce e discreto. Segura na minha mão com firmeza, o que me faz crer no orgulho que ele tem de me ter ao seu lado. Mas eu devo esse encontro a Celina que embora parcialmente distante, ainda compartilha muitas alegrias com a gente, uma relação fruto de um passado vivido dignamente feliz. Anselmo e Loraine são jovens adoráveis, vivem entre a casa da mãe e a nossa. Sergio e eu já nos conhecíamos da lojinha de conveniência do posto da esquina. Eu lembro uma troca de olhares enquanto eu escolhia uns petiscos e ele lançava a mão num saco de carvão. Mas foi conhecendo Celina, naquele ritual de prender a bicicleta e dar aquela caminhada para esticar as pernas sob arvores que nós nos combinamos de seguir juntas e foi aquele "conversê", falando de cremes e endereços secretos que toda mulher gosta que nós nos descobrimos. Nesse dia, seu encantamento era todo por Mariano. Nem se falou em Sergio. E como nos entendemos perfeitamente bem. Dias depois, a gente marcou e bateu ponto, as duas, no parque e depois no salão e no bazar mas também na floricultura, ao menos uma vez por semana. E no dia em que Celina e Mariano receberam Vicente, o namorado de Loraine, eu estava lá para um drink quando chegou Anselmo trazido pelo Sergio e inevitavelmente, deu-se o reencontro que eu esperava, desde aquele dia em que a gente se curtiu.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
o farejador
Hoje à noitinha, saindo do trabalho avistei um cachorroo. Ele vinha na minha direção. Nós nos aproximavamos cada vez mais. Era um cão de uma certa idade. Ele me interessou pois tinha um passo determinado e chegando na esquina dobramos na mesma rua, trilhavamos o mesmo caminho. Lado a lado, eu, encantada por ele e ele nem me "dando bola". Não por desrespeito mas porque vinha concentrado, sério. apertando o passo. Desde o início era: duas pegadas e uma cheirada. Lépido e fagueiro, o tal cachorrinho procurava seu rumo. Como disse antes, ele não era jovem mas tinha seus objetivos. Por um instante fixou o olhar do outro lado da rua, como se tivesse avistado alguém que lembrava o dono. Olhou bem, até se certificar que não era. Por causa do cair da noite, era difícil de reconhecer alguém, mesmo que fosse um antigo companheiro. Então, muito rapidamente, retomou as buscas: era, duas pegadas saltitantes e uma fungada na calçada. E eu ali, torcendo pra que ele chegasse. De repente, parou e percebendo o equívoco em seguir naquela direção, fez meia-volta e se foi, no mesmo tranco. Fiz votos para que aquele "senhorzinho" encontrasse logo o seu destino.
NOTA: esse é um fato real e escrevo em homenagem a minha tia Alice. Ela nos ensina o amor pelos animais.
sábado, 30 de julho de 2011
O que vou descobrir desta vez?
Férias é uma palavra boa, transmite uma alegria que vem da alma. Tempo de liberdade. Acordo livre do despertador, livre das obrigações, livre daquele trajeto escravo sem opção. Olho a natureza, me alimento devagar e experimento distâncias de tarefas cotidianas e pessoas que nem lembro mais porque e quando começamos esse jogo de encontros que se tornou tão banal.
foto:cena de um filme que descobri nas férias (le hérisson)
domingo, 15 de maio de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre, eu tô feliz!
Findo o Carnaval, eu e o Betão decidimos que não queríamos voltar às ruas dois bolos-fofos, casal de meia-idade, atestando que tínhamos passado as férias no bem-bom, não fazendo nada que desse lucro diretamente, às nossas finanças. Então, quando acordamos na quarta-feira, colocamos em prática nosso plano "diabólico" da véspera. Voltar à forma. E isso dependia até de um esforço, grande esforço, de memória, do tipo: onde foi que enfiei meus tenis?, moço por favor, pode me indicar onde fica o corredor dos hortifrutigrangeiros? Credo! Com certeza seria muito mais fácil pronunciar “cho-co-la-te”. Mas chocolate engorda, logo, quem não resiste tem que comer à conta-gotas. Coisa nunca vista. Deve dar um trabalho do cão. Mas então, convencidos e até mesmo animados com nosso acordo de ficarmos sarados em menos de uma semana, tempo que duraria nosso regime espartano e que dedicaríamos a perder nossos "quilinhos" a mais, fomos às ruas. E foi sebo nas canelas.
nota: Betão seria o nome do meu cachorro se eu tivesse um.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
À Moacyr Scliar
Moacyr Scliar me divertiu e me fez entrar na fantasia com esse livro. Eu, uma pessoa cética que sempre precisei de imagens fortes para me fazer crer naquilo que não podia palpar. Nas férias tenho como "regra" (detalhe: virginianos tem tema para férias hahah) buscar um livro para ler. Ao menos um! É um marco desse período realizar meus caprichos que durante o ano não recebem a devida atenção. E naquele verão foi esse "Centauro no jardim", encontrei o livro numa feirinha de literatura, em Capão, antes do "camelódromo". E a partir do Centauro, eu elegi o Scliar para me instruir. Li tudo que dizia Moacyr Scliar, queria descobrir a obra. E o autor se tornou referência. Eu aceitar a fantasia me abria um mundo que me levava de certa forma a Deus, me fez acreditar que existem coisas fascinantes, um mundo cheio de possibilidades e ao mesmo tempo assustador pois eu não tinha mais a ilusão do controle. Há dias, que já representam um mês, numa espera longa e sábia, eu acompanho pela mídia, o estado de meu autor preferido, nos anos 70, rezando e pedindo por quem tenha nessa hora o poder de cuidar e poupar esse talento da dor.
Réu, confesso!
Sim! Eu, réu confesso. Bebi de novo, uma taça de vinho branco e como se não bastasse comi um punhado de Bis limão, nova invenção da Lacta pra acabar com as mulheres neste verão. E acredito que a dieta que começa na segunda vai dar jeito nesse estrago. Ou se não...não dah nada. Quem inventou que mulheres magras são belas foi o "mau exemplo" de Gisile Bundchen, embora digam por aí que é uma boa menina, eu prefiro as gordinhas felizes do Botticelli ...
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
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