Meu analista me tira a chupeta, o urso de pelúcia, aquela fralda companheira e isso é muito triste e me doi. Lá vou eu chorar meus amores ausentes, minha covardia em aceitar os fatos, lamentar quem eu não posso ser. Saio reconfortada. Me sinto uma caixa de pêssegos bonitos, rosados e frágeis. Riqueza e fartura.
A palavra "griffe", vem do francês e significa marca de personalidade. Quando pequena eu tinha fama de ser moleque, uma vez cortei o cabelo da minha boneca achando que ele ia crescer, sou fascinada pela imagem e desenho bem. Sou muito espirituosa e criativa. Escrevo pelo prazer de compartilhar. Visite o blog. Você vai conferir...
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Vida bandida
Meu analista me tira a chupeta, o urso de pelúcia, aquela fralda companheira e isso é muito triste e me doi. Lá vou eu chorar meus amores ausentes, minha covardia em aceitar os fatos, lamentar quem eu não posso ser. Saio reconfortada. Me sinto uma caixa de pêssegos bonitos, rosados e frágeis. Riqueza e fartura.
sábado, 10 de maio de 2008

Todo filho busca a foto das mãos de sua mãe em Hollywood. Todo filho enxerga sua mãe a atriz mais célebre do mundo. Se eu fosse desse tipo teria encontrado uma sósia de minha mãe na Africa, mais precisamente, "Casablanca". Ela se parece imensamente com Ingrid Bergman, no filme. Mas quem a conhece sabe que o faço sem exageros. Minha mãe é do tipo mal exemplo: parece nunca exigir nada, nunca tem uma dor de cabeça, pelo menos que eu saiba, não tem ciúmes. nem raiva. Esse tipo de mãe, tão impecável é muito útil, encoraja todo mundo a não ter filhos pois é impossível ser assim. Até meus gatos, hoje em dia disputam meu colo. É instinto de todo ser vivo querer o melhor pra si e depois pensar nos outros. Essa constatação talvez não seja válida para toda e qualquer mãe. Quando eu tinha 10 anos achava minha mãe o máximo, embora ela me desse livros no natal Ela tinha 40 anos e eu tratei de escolher no mínimo 2 peças do seu vestuário que eu guardaria no meu armário e usaría no dia em que eu seria igualzinha a ela, nos meus 40. Cruz credo! hehehe Nunca cheguei nem perto por outro lado, não tenho coragem de me desfazer das peças. Que saudades daquela ilusão.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Lei da relatividade
Minha questão "é relativa", relativa ao tempo. Reencontrei há pouco uma pessoa que eu não via há vários anos. Nesse encontro que se deu virtualmente tive a sensação de que vivo no meu tempo, vê-la só me fez lembrar de uma época passada, sinal de que tenho memória, me senti "relativamente" jovem". Nossas vidas mudaram horrores mas continuamos por aí "aprontando, cada uma, das suas. Nosso papo foi mais ou menos assim: "olá! Como tens passado?" Habitualmente nessas horas a gente fala: incrível! Voce não mudou nada... É mas devo confessar-te que o que aconteceu não tem absolutamente nada a ver com isso. Olhei uma foto da tal pessoa, nos falamos longamente por MSN lembramos fatos de longa data. Imagina, duas virgínianas, detalistas extremadas embora lembrassemos passagens diferentes nos surpreendemos uma com as lembranças da outra. Mas naquela fisionomia, nenhuma garantia de que tínhamos nos visto antes. E assim como eu a vi, uma desconhecida na minha frente, como se tivesse roubado o chip de minha memória eu também devo ter parecido uma estranha espiã. Mas tem como evitar esse traiçoeiro encontro com o tempo?
quinta-feira, 1 de maio de 2008
(H)azar(d) em francês significa "destino"

Lembro muito bem de um personagem que habitava minha infância. Um fiel companheiro, que presente em todas as investidas de um leão, temia e lamentava sua sorte sem questionar a submissão ao seu destino, muitas vezes, cruel. Desde pequena somos levados a refletir sobre nossa existência? Ou será que esse desenho animado era pura diversão? Por mais alegrias que eu experimente tem sempre os dias de dizer: oh dia, oh vida, oh azar...
domingo, 27 de abril de 2008
No porão
Desde pequena um bicho carpinteiro, cruza com um serelepe me atrai e me faz botar a mão na massa. Desde que a massa não grude, é claro! Sempre invento tecnicas incríveis, mirabolantes pra não deixar rastro, digo, sujeira do artísta que esteve ali. E gosto de figuras mambembes, nas artes plásticas, na música e no teatro. Tenho uma veia artística que me levou ao Belas Artes aos 14 anos e um bom senso que me tirou de lá, anos depois quando eu inventei de ganhar a vida de forma independente antes do dia em que me tornarei, enfim, uma grande revelação. No entanto, ainda enlouqueço por uma oportunidade chamada página em branco, na qual científicamente deposito marcas da minha imaginação.sábado, 19 de abril de 2008
Minha cabeça aonde anda
Essa semana tive uma noite atribulada, sonhando com alunos que não tenho mas até foi bom pois eram agitados, me fizeram perder a calma e eu os dispensei assim que minha paciência se esgotou. Bem diferente da minha realidade onde meus alunos são divertidos e capazes de rir do meu jeito engraçado de dizer coisas. Pouco mais tarde ouvi um barulho de avalanche na cozinha. Eram 4 horas da manhã e parecia que o aquecimento global não tinha me poupado. Uma placa, antes aderente a plateleira do frizzer vinha se despencando quando cheguei lá. Nem lembrava que antes de deitar tinha tido a brilhante idéia de descongelar a geladeira. Foi o tempo justo de salvar o gato de ser escaldado com agua fria e derrubei um monte dela por todos os lados no bendito assoalho. Grande noite, correria e diversão 4h35 gato correndo pelo piso, resbalando e se esbaldando na desordem que eu causei...domingo, 6 de abril de 2008
É Mito
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