domingo, 11 de abril de 2010

como um dia de domingo


Quando criança eu esperava impaciente meu pai acender o cachimbo antes de engatar a marcha do fusca que nos levava todo domingo religiosamente na casa de meu avô. Anos depois, as churrascadas que alegravam a casa dos meus pais sucederam esse tradicional encontro. Hoje me restaram essas adoráveis lembranças e o prazer de acordar no domingo e redesenhar minha história. Não tomo mate mas na parceria asso uma costela na pedra. Dia que começa calmo, sol e canto dos pássaros no arvoredo que toca minhas janelas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Quotidiano

Coisa que me agrada é fazer parte do quotidiano de um lugar. Cenas como essa me inspiram. Subindo o Cerro Santa Lucia eu encontrei esses gatos, parecendo avulsos, levando o carrinho de mão lomba a baixo. Tive a sensação de que mais uma obra tinha sido entregue e esses humildes operários voltavam pra casa. Duas semanas depois, com o terremoto, eu me pergunto se essa imagem foi tão inocennte ou se era pura intuição felina prevendo alguma reconstrução. De qualquer forma, há muito tempo eu sabia que o Chile era um lugar na minha rota. E pouco tempo bastou pra que eu guardasse com saudades uma imagem encantada desse rico pais onde tudo na cozinha leva "palta".

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

...por tudo que vê

Um dia, caminhando numa cidadezinha medieval, no norte da França meu nariz foi levado por um cheiro delicioso de manteiga que vinha de todas as padarias do lugar. Meu guia naquela descoberta me deu o prazer de saborear uma especialidade local chamada "kougnamann". Mais tarde uma amiga, gourmet a quem relatei o fato se ensaiou na cozinha de casa tentando me agradar e me fazer reviver aquele momento. Infelizmente seu gesto de imensa generosidade foi inútil. Nada além de minha memória olfativa me faz voltar aquelas ruas de Saint-Malo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

a minha infância em companhia de minha mãe

Quando criança minha mãe levava sua troupie, nós, os filhos que ela chamava de filharada para todo lado que ela quisesse ou tivesse que ir. Desses caminhos escolhemos 4 destinos: um advogado, uma pedagoga, uma jornalista e Eu, artista plástica posteriormente optando pelo ensino de línguas estrangeiras. Essa imagem que cruzou o meu caminho no Chile me lembra uma tarde de "matinée", no cinema da cidade. O filme em cartaz: "La violetera"
Na Madri do início do Século XX, Soledad vende violetas no lado de fora do principal teatro da cidade. Jovem, bonita e sonhadora, ela canta para distrair seus fregueses. Até que um dia, sua voz encantadora chama a atenção de um jovem e rico aristocrada. Desse encontro, após muitas tentativas e sofrimento, ela se transforma em um grande sucesso mundial. E em meio a tribulações e preocupações, acontece o amor entre os dois. Música, alegria e emoção em um filme inesquecível, responsável pelo grande sucesso de Sarita Montiel.

domingo, 17 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um dia eu fiquei louca

Na hora eu não me dei conta. No começo eu queria o culpado. Então chamei o terapeuta. Porque na loucura a gente não se encontra. Quase não vê. Depois servi uma taça de vinho. Peguei um branco por causa do calor. E Então fui pensar na vida. E tentar entender o que tinha me levado a essa loucura. Me pareceu que ela tinha começado há muito tempo. No dia em que eu permiti pela primeira vez que algo ou alguém chegasse primeiro onde eu deveria estar. Por gentileza, talvez, nem sei. Talvez até porque não tive coragem, me senti criança, sei lá! Mas agora o jeito é mudar esse rumo, visto que ele não me traz bem. E se a gente não tá bem não pensa em fazer o bem. Até pensa mas precisa de tudo que tem. E isso é ser pobre...o que não combina comigo.