sexta-feira, 29 de outubro de 2010

"Minha imaginação é foda"(diz uma comunidade do Orkut)

Quando, eu aficcionada por fotos, procuro imagens de minha infância, minha mãe diz que nos anos 60, tirar fotos não era coisa muito recorrente. Mesmo assim, na memória guardo algumas cenas da minha história que teriam sido registros bem divertidos. Uma delas foi dormindo encostada num armário, numa festinha de aniver, devido a uma espera longa por um amiguinho que demorou demais pra me encontrar numa brincadeira de esconde-esconde. Outra cena digna, teria sido um mergulho num recanto de um parquinho, onde casualmente, passei essa manhã. Lembranças de criança são sempre mais emocionantes.Tinha certeza que o modelito semelhante ao de Rosa e Azul das meninas de Renoir que eu portava na ocasião tinha sido empapado num salto que dei, em direção à um felino que me aguardava feroz do outro lado da margem. Porém, a foto que hoje, a tecnologia permite e a cena da minha infância revista, me levam a crer que mesmo aos 5 ou 6 anos de idade o mergulho não tenha sido tão dramático quanto na minha imaginação. Contava que meus babados tinham sido enxarcados, mesmo eu tendo me segurado bravamente pelas jubas do leão.

domingo, 17 de outubro de 2010

Arte na Corte



Uma idéia simples mas criativa.Partindo do princípio que até os reis, na época da corte precisavam dos artistas pra quebrar a monotonia. "Arte na Corte" é um estilo de evento que reúne amigos,um assunto curioso de algo típico de uma outra cultura, uma musiquinha e um drink pra fechar a semana.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

sábado, 18 de setembro de 2010

o bonito jovem que lê


A primeira coisa que minha vó admirava quando via um jovem era o sorriso. Ela dizia: "que lindos dentes tem o rapaz". Hoje eu entendo melhor o dito da minha vó. Com o tempo moldando o olhar. Caminhando pela vida no direito de apreciar valores que antes a gente nem liga. Essa semana encontrei um jovem que lê. Dizem que desde quando a internet surgiu a gurizada não faz outra coisa a não ser consultar o google. Isso é fato. No entanto, vejo que um bom tempo da moçada se consome em leituras que embora muitas vezes, solicitadas pelos mentores acadêmicos não representam um fardo na vida dessa galera. Não, eu não sou uma leitora inveterada! Mas eu admiro o bonito jovem que lê. Eu compraria muitos livros se frequentasse mais as livrarias. As capas coloridas e bem desenhadas me seduzem. Sou capaz de tirar da bolsa uma caneta e procurar as pressas um papel perdido dentro do carro quando quero anotar uma frase ou uma idéia que surge no corre-corre do dia. . Adoro uma frase que li: "o verbo ler é como amar. Não existe na forma imperativa. Ninguém pode obrigar ninguém a ler nem a amar. É verdade, leituras, das quais eu mais me orgulho foram antes reportadas por amigos, grandes contadores de história. Essa semana meu teclado antigo decretou falência. Substituído, meu teclado novo falhava em 3 letras. Que falta faz algumas letras num alfabeto tão rico? Talvez na Rússia um teclado sem "A","Q" e "Z" passasse desapercebido. Mas eu sofri o incômodo do escritor, desprovido de seu material. Lembrava a ocasião, na sala quando minha caneta de quadro falha e a aula quase não acontece. Hoje no fim da manhã de sábado, senti uma alegria, lembrar que naquela tarde livre era a ocasião de contar numa página branca o desfecho dessa história. E o bonito jovem que lê falando coincidentemente dos livros da minha cabeceira...